Você mudou… o que aconteceu? – Decidi florescer.
- Marina Furtado

- 14 de jan.
- 2 min de leitura
Mudar nem sempre é fácil. Às vezes, é doloroso. Outras vezes, é silencioso. A mudança raramente acontece de uma hora para outra, ela vai se construindo aos poucos, por dentro, como quem prepara a terra antes de florescer.
Na vida — e especialmente na terapia — não mudamos por acaso. Mudamos quando algo dentro de nós diz: “isso já não me serve mais". Quando o que antes era confortável começa a pesar. Quando percebemos que viver no automático tem nos afastado de quem realmente somos.
Mudar é, antes de tudo, um ato de presença. É estar atento a si mesmo, perceber o que dói, o que limita, o que se repete. É tomar consciência dos padrões que herdamos, das histórias que contamos sobre nós mesmos, dos papéis que desempenhamos sem sequer ter escolhido.
E então, quando essa consciência chega, nasce a possibilidade de escolha.
Escolher encerrar ciclos, mesmo que doa. Escolher criar novos caminhos, mesmo sem garantia de como será. Escolher falar, quando sempre se calou. Escolher ficar, quando a vontade era fugir. Escolher ir embora, quando já não há mais espaço pra florescer.
Na terapia, isso acontece devagar. Primeiro vem o incômodo. Depois, a nomeação. E com o tempo, o entendimento, seguido pela possibilidade de transformação.
Não existe mudança sem repetição. Não existe mudança sem desconforto. Mas também não existe mudança sem coragem.
Mudar é cuidar de si de outro jeito. É assumir a responsabilidade por quem você quer se tornar. E quando isso acontece, pode ser que alguém te diga:
-"Você mudou… o que aconteceu?"
E que você responda, com leveza e firmeza:
-"Decidi florescer."
Com carinho,
Marina.



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