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Ansiedade: quando a preocupação vira prisão (e como a terapia pode ajudar)

  • Foto do escritor: Marina Furtado
    Marina Furtado
  • 24 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de jul. de 2025

Você já se pegou pensando demais? Repetindo frases como “eu não sou bom o suficiente” ou “vai dar tudo errado”.. Talvez você nem perceba, mas esses pensamentos ocupam um espaço enorme na sua mente e no seu corpo também.

A ansiedade não é só um excesso de preocupação. Ela é uma forma de estar no mundo em alerta constante, como se algo estivesse prestes a acontecer o tempo todo. E isso cansa. Cansa não só o corpo, que vive tenso, mas também cansa a mente, que não consegue parar, não consegue descansar.

Se você sente que tem perdido momentos importantes da sua vida por causa da ansiedade, saiba que você não está sozinho. Os transtornos ansiosos estão entre as queixas mais comuns na clínica psicológica, e são também os que mais impedem as pessoas de viverem com mais leveza, presença e realização.

O que muitas pessoas não sabem é que a ansiedade se mantém através de um círculo vicioso: pensamentos acelerados ou catastróficos que geram reações físicas (como falta de ar, aperto no peito, insônia), e que por sua vez alimentam ainda mais a ideia de que “algo está errado”. E assim seguimos presos nesse ciclo.

Mas calma, há caminhos possíveis de saída.

Na terapia, trabalhamos tanto os pensamentos que alimentam a ansiedade quanto as reações do corpo que a sustentam. Técnicas de respiração, exercícios de relaxamento e práticas de atenção plena são aliadas valiosas, mas, acima de tudo, é importante aprender a olhar com mais consciência para os próprios pensamentos, questioná-los, desafiar padrões e reconstruir formas de perceber a si mesmo e o mundo.

Cada pessoa vive a ansiedade de um jeito. Não existe uma receita pronta, porque não existe uma vida igual à outra. E é por isso que a terapia tem tanto valor nesse processo: ela respeita a sua história, o seu ritmo, o que faz sentido pra você.

Talvez você ainda não tenha encontrado a ferramenta certa. Ou talvez precise de ajuda para entender por onde começar. O que posso te dizer é: viver com ansiedade não precisa ser um destino. Pode ser só o ponto de partida para um caminho mais leve, mais possível, mais seu.

Se esse texto te tocou de alguma forma, talvez já seja hora de olhar com mais cuidado para tudo o que você vem carregando.

 

Com carinho,

Marina.

 
 
 

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